" Não busco regelar os sonhos, pois a realidade se encarrega de matá-los.
Não busco limites, pois transpô-los transcende a minha própria existência"

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Bem vindo(a) ao meu Blog e com certeza um pedaço de mim. O que você lê aqui são experiências vividas no trilhar de minha jornada. Tenho vida própria,idéias convictas então aceite-me e não tente mudar-me. Saiba que vais descobrir particularidades de uma pessoa ímpar,não me rotule ou julgue apenas leia e vivencie um pouco dos meus sentimentos. Respeite meus escritos,são minhas angústias, minhas alegrias. Vais ler muitos escritos tristes mas não tenhas pena,estou além disso e supero meus piores momentos, quando não dá mais posso até chorar mas meu choro eu não gosto de dividir com ninguém, apenas os sorrisos espontâneos e sinceros quero dividi-los sempre. Tento em vão esquecer o passado que me torna melancólico vivendo o presente intenso e constante, quanto ao futuro não penso nele,pois quando isso acontece me desperta ansiedade. Se gostar de algum escrito agradeço a gentileza de deixar seu comentário espero que sirva para você refletir em favor do bem de sua alma, ou até mesmo para matar seu tempo, agradeço sua atenção, volte sempre. wilson lucena

segunda-feira, 14 de junho de 2010

QUEM MATOU O AMOR?




Houve uma vez, na historia do mundo, um dia terrível, em que o Ódio, o rei dos maus sentimentos, dos defeitos e das, mas virtudes, convocou uma reunião com todos os seus súditos.
Todos os sentimentos escuros do mundo e os desejos mais perversos do coração humano chegaram a essa reunião com muita curiosidade, porque queriam saber qual o motivo de tanta urgência.
Quando todos já estavam presentes, falou o Ódio.
- Os reuni aqui porque desejo com todas as minhas forças matar alguém!
Ninguém estranhou muito, pois era o Ódio quem estava falando e ele sempre queria matar alguém, mas perguntaram-se quem seria tão difícil de matar que o Ódio necessitaria da ajuda de todos.
- Quero matar o Amor.
Disse o ódio.
Muitos sorriram com maldade, pois mais de um ali tinha a mesma vontade.
O primeiro voluntario foi o Mau Caráter.
- Eu irei e podem ter certeza que em 1 ano o Amor terá morrido.
Provocarei tal discórdia e raiva que ele não vai suportar.
Depois de 1 ano se reuniram outra vez e ao escutar o relato do Mau Caráter, ficaram decepcionados.
- Eu sinto muito.
Bem que tentei de tudo, mas cada vez que eu semeava discórdia, o Amor superava e seguia seu caminho.
Foi então que muito rapidamente ofereceu-se a Ambição para executar a tarefa.
Fazendo alarde de seu poder, disse.
- Já que o Mau Caráter fracassou, irei eu.
Desviarei a atenção do Amor com o desejo por riqueza e pelo poder.
Isso ele nunca ira ignorar.
E começou, então, a Ambição o ataque contra a sua vitima.
Efetivamente, o Amor caiu ferido.
Mas, depois de lutar arduamente, curou-se e renunciou a todo o desejo exagerado de poder e triunfo.
Furioso com o novo fracasso, o Ódio enviou os Ciúmes.
Estes bufões perversos inventaram todo tipo de artimanhas e situações para confundir o Amor.
Machucaram-no com duvidas e suspeitas infundadas.
Porem, mesmo confuso, o Amor chorou e pensou que não queria morrer.
Com valentia e força se impôs sobre eles e os venceu.
Ano após ano, o Ódio seguiu sua luta, enviando a Frieza, o Egoísmo, a Indiferença, a Pobreza, a Enfermidade e muitos outros.
Todos fracassavam sempre.
O Ódio, convencido de que o Amor era invencível, disse isso aos demais.
- Nada podemos fazer.
O Amor suportou tudo.
Levamos muitos anos insistindo e não conseguimos.
De repente, de um cantinho do auditório, se levantou um sentimento pouco conhecido e que se vestia todo de preto.
Com um chapéu gigante, ele mantinha o rosto encoberto.
Seu aspecto era fúnebre como o da morte.
- Eu matarei o Amor, disse com segurança.
Todos se perguntavam quem seria esse pretensioso que, sozinho, pretendia fazer o que nenhum deles havia conseguido.
O Ódio ordenou.
- Vá e faça!
Havia passado pouco tempo quando o Ódio voltou a convocar a todos para comunicar que finalmente o Amor havia morrido.
Todos estavam felizes, mas também surpresos.
E o sentimento do chapéu preto falou.
- Aqui eu entrego a vocês o Amor, totalmente morto e esquartejado.
E sem dizer mais palavras, encaminhou-se para a saída.
- Espera!
Determinou o Ódio, dizendo.
- Em tão pouco tempo você o eliminou completamente, deixando-o desesperado e, por isso mesmo, ele não fez o menor esforço para viver!
Quem é você afinal?
O sentimento, pela primeira vez, levantou seu horrível rosto e disse.
- Sou a Rotina...

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